Medidores de velocidade
Radar fixo, móvel, estático, lombada eletrônica e display de velocidade: o que cada equipamento mede, o que registra e onde pode ser usado.
Lombada existe para reduzir a velocidade em pontos de conflito entre veículo e pedestre. Veja quando ela é a resposta certa, quando não é, e o que ela custa em troca.
Atualizado em 03/09/2026 · Revisado pela engenharia da Revlo
Uma lombada serve para uma coisa só: forçar a redução da velocidade num ponto específico. Tudo o mais que se atribui a ela — menos acidente, mais segurança para o pedestre, menos gravidade nas colisões — é consequência dessa redução, não função separada.
Vale começar por aí porque é o que explica os fracassos. Onde o problema não é velocidade, lombada não resolve. Ela não organiza fluxo, não impede conversão proibida, não substitui travessia sinalizada e não faz ninguém prestar mais atenção — só faz ir mais devagar naquele metro de via.
A relação entre velocidade e gravidade do atropelamento não é linear: a energia envolvida cresce com o quadrado da velocidade. Reduzir de 50 para 30 km/h não corta a energia do impacto em 40% — corta bem mais que isso.
É por essa desproporção que a redução localizada compensa, mesmo custando tempo de viagem a todo mundo que passa ali. E é por isso que a lombada é posicionada onde existe conflito real entre veículo e pedestre, não distribuída pela via inteira.
Toda lombada física cobra um preço, e é honesto listá-lo:
Nada disso é argumento contra lombada. É argumento a favor de instalar onde ela resolve algo, e de considerar as alternativas onde não resolve.
Definido que a lombada é a resposta, resta escolher qual. Os dez tipos em uso no Brasil estão comparados lado a lado em tipos de lombada.
Radar fixo, móvel, estático, lombada eletrônica e display de velocidade: o que cada equipamento mede, o que registra e onde pode ser usado.
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