Faixa elevada

Detalhe construtivo da faixa elevada

O que um detalhe de travessia elevada precisa mostrar em planta e em corte: rampas, drenagem, encontro com o passeio, sinalização e as três omissões que mais geram erro em obra.

Atualizado em 03/09/2026 · Revisado pela engenharia da Revlo

Quem procura detalhe de travessia elevada em DWG normalmente está a poucas horas de entregar uma prancha. Esta página descreve o que o detalhe precisa conter — para que o arquivo que você baixar, de qualquer fonte, possa ser conferido antes de ir para a obra.

O que a prancha precisa mostrar

Em planta:

  • Extensão total da intervenção, com as rampas e o platô cotados separadamente
  • Largura da travessia e sua relação com a faixa de pedestre existente
  • Encontro com a guia e com o passeio nos dois lados
  • Posição da boca de lobo e o sentido do escoamento superficial
  • Sinalização horizontal: travessia, rampas e legenda
  • Posição das placas verticais e a distância de antecipação

Em corte longitudinal (no sentido do tráfego):

  • Altura do platô em relação ao greide da via
  • Declividade das rampas, cotada em porcentagem e em comprimento
  • Camadas: base, sub-base, revestimento e a ligação com o pavimento existente
  • Detalhe do encontro rampa/pavimento — a junta que trinca primeiro

Em corte transversal:

  • Relação do platô com o nível do passeio nos dois lados
  • Solução de drenagem transversal, se houver
  • Encontro com a guia

As três omissões que mais geram erro em obra

1. A junta de encontro com o pavimento existente. É onde a travessia elevada começa a se deteriorar, sempre. Detalhe que mostra o platô mas não mostra como ele se liga ao asfalto existente deixa a decisão para o encarregado.

2. A drenagem. Um detalhe que não resolve o escoamento não está incompleto — está errado. O platô atravessa a caixa da via e funciona como barragem. Ver dimensões e normas.

3. A cota de rampa em porcentagem. Detalhe que informa só o comprimento da rampa permite que a obra ajuste o comprimento e mude a declividade sem perceber. As duas cotas juntas travam a geometria.

Antes de usar um DWG que você baixou

Arquivo de terceiro é ponto de partida, não peça assinada. Confira:

  1. A qual norma ele responde — CONTRAN, DNIT ou DER estadual mudam as medidas.
  2. A data. Detalhe antigo pode responder a resolução revogada.
  3. Se as cotas batem com a norma aplicável ao seu trecho.
  4. Se há drenagem representada.
  5. Se o material corresponde ao que você vai especificar — ver concreto, paver e intertravado.

A responsabilidade técnica é de quem assina a prancha, não de quem publicou o bloco.

Casos que exigem detalhe próprio

Em esquina e em cruzamento. O platô encontra duas ou mais aproximações, e o raio de giro do veículo de projeto passa a governar a geometria. Não é o detalhe de meio de quadra girado.

Com ciclovia. A continuidade do nível beneficia ciclista e pedestre, mas exige definir a segregação sobre o platô e o tratamento tátil no encontro.

Em via com transporte coletivo. A declividade das rampas passa a ser conferida contra o balanço dianteiro e traseiro do veículo de projeto, não só contra a norma.

O arquivo

Não publicamos um DWG aqui. A Revlo fabrica sinalização viária, não executa travessia elevada, e um detalhe construtivo assinado por quem não executa a obra não ajudaria você — a responsabilidade técnica é de quem assina a prancha.

O que esta página entrega é a lista de conferência acima: use-a sobre o detalhe que você já tem, ou sobre o que vier do órgão de trânsito com circunscrição sobre a via, que é a fonte correta para o padrão local.

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