Faixa elevada em concreto, paver e intertravado
Concreto moldado in loco, bloco intertravado e paver na execução da travessia elevada: o que cada método exige de base, quanto tempo interdita a via e como cada um envelhece.
Como montar o orçamento de uma travessia elevada por serviço: os itens que entram na composição, os que sempre ficam de fora e o que consultar no SINAPI.
Atualizado em 03/09/2026 · Revisado pela engenharia da Revlo
Travessia elevada raramente aparece como item único de tabela. Ela é um conjunto de serviços — demolição, base, revestimento, guia, drenagem e sinalização — e o orçamento se monta somando composições que já existem, não procurando uma linha chamada “faixa elevada”.
É por isso que dois orçamentos da mesma travessia divergem tanto: não estão medindo os mesmos serviços.
1. Serviços preliminares — mobilização, sinalização de obra, desvio de tráfego durante a execução. Em via com fluxo, este item não é simbólico.
2. Demolição e remoção — corte e retirada do pavimento existente na área da intervenção, com transporte de entulho. Medido em área, não em extensão.
3. Regularização e base — preparo e compactação das camadas. É onde se decide se a travessia vai afundar em dois anos, e é o item que mais aparece subdimensionado.
4. Revestimento — concreto moldado in loco, ou bloco intertravado com camada de assentamento e contenção lateral. Ver concreto, paver e intertravado.
5. Guia e sarjeta — recomposição no encontro com o passeio, nos dois lados.
6. Drenagem — boca de lobo, canaleta ou readequação do escoamento. É o item que mais falta nos orçamentos e o que mais gera aditivo depois.
7. Sinalização horizontal — pintura da travessia, das rampas e da legenda, com o preparo de superfície correspondente ao revestimento escolhido.
8. Sinalização vertical — placas de advertência com a antecipação exigida, incluindo suporte e fundação.
9. Acessibilidade — piso tátil e tratamento do encontro com o passeio.
O SINAPI é a referência de custo usada em orçamento de obra pública, e a maior parte desses serviços tem composição própria nele — pavimentação, guia, sinalização e drenagem.
Não listamos códigos SINAPI aqui: as composições mudam de referência a referência, e um código desatualizado publicado para quem monta planilha de licitação é pior que nenhum. Consulte a base vigente no mês da sua referência.
O que não muda: o orçamento se monta por serviço, e a unidade de medida varia entre eles — área para pavimentação, metro linear para guia, unidade para placa. Somar tudo por metro linear de travessia é o erro que mais distorce o resultado final.
O que dá para afirmar sem consulta: o orçamento se monta por serviço, e a unidade de medida muda entre eles — área para pavimentação, metro linear para guia, unidade para placa. Somar tudo por metro linear de travessia é o erro que mais distorce o resultado final.
Em ordem de frequência com que aparecem como aditivo depois:
Travessia elevada é obra civil, e obra civil tem custo de execução, de interdição e de passivo. Onde o objetivo é apenas moderar a velocidade — sem demanda de travessia de pedestre —, existe solução sem intervenção no pavimento, com outra estrutura de custo: ver lombada eletrônica e o que forma o preço.
A comparação só é legítima quando o objetivo é o mesmo. Se há linha de desejo de travessia, a lombada eletrônica não substitui a travessia elevada — ela resolve outro problema. Ver quando usar cada uma.
Concreto moldado in loco, bloco intertravado e paver na execução da travessia elevada: o que cada método exige de base, quanto tempo interdita a via e como cada um envelhece.
O que um detalhe de travessia elevada precisa mostrar em planta e em corte: rampas, drenagem, encontro com o passeio, sinalização e as três omissões que mais geram erro em obra.
Não existe preço único de lombada eletrônica. Veja os cinco itens que formam o custo — equipamento, alimentação, instalação, manutenção e assistência — e o que faz o orçamento dobrar.